O bisfenol A e a preservação da vida



Por
21 de Maio de 2020 - 20:00


O bisfenol, também conhecido como difenol, é um composto químico presente, principalmente, em materiais plásticos que apresenta três tipos, o A, S e F. No entanto, de todos eles, o mais estudado e que apresenta maior risco à saúde é o bisfenol A. Nesse contexto, já existe quase uma década de estudos pesados a respeito dessa substância e uma série de recomendações para evitar o seu consumo e futura absorção, pois pode provocar problemas de saúde. Por isso, é crucial prevenir qualquer tipo de contaminação para que se cultive o bem-estar geral da nação.

No dia 1 de janeiro de 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a presença de bisfenol A na composição de mamadeiras e chupetas, visto que o público mais vulnerável a essa substância são os bebês devido à imunidade reduzida e ao período de formação de suas estruturas corpóreas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o bisfenol A age de maneira similar ao estrogênio e à testosterona, os principais hormônios feminino e masculino, respectivamente, o que interfere na quantidade normal do tal hormônio no organismo. Esse possível desequilíbrio hormonal pode eclodir em problemas de fertilidade, câncer de mama e de próstata ou problemas cardíacos, principalmente quando a exposição acontece desde a fase fetal. Portanto, é fundamental reduzir ao máximo a exposição do indivíduo ao bisfenol.

Essa substância prejudicial à saúde humana está contida na maioria das embalagens e recipientes plásticos, além de também fazer parte do epóxi, a substância química que isola os alimentos enlatados do contato com o oxigênio do ar e evita a corrosão do metal, estando, desse modo, presente na vida de todos os seres humanos. 

Nessa conjuntura, a recomendação dos pesquisadores é que se evite a qualquer custo os materiais plásticos com esse componente, além de não levar recipiente com bisfenol A ao microondas, porque as altas temperaturas da comida facilitam a liberação do componente que contamina a comida logo em seguida. Além disso, os materiais livres de bisfenol tendem a mostrar o selo de ausência do mesmo, mas, ainda assim, é preciso ficar atento para os materiais que, no rótulo, possuem dentro do símbolo de “reciclável” os números 3 e 7, pois esses tipos de  plástico possuem a tal substância. Desse modo, as medidas sugeridas podem ser uma prevenção valiosíssima. 

A vida é um bem precioso que pode ser preservado com atitudes conscientes e a redução do uso de plásticos. Esta ação, além de reduzir as chances de contaminação do ser humano com o bisfenol A e evitar problemas de saúde graves a longo prazo, pode ajudar na preservação de outras espécies, visto que a poluição por plásticos, um dos maiores problemas ambientais da contemporaneidade, diminuiria. Dessa forma, cabe a cada cidadão reduzir o consumo desses materiais e ajudar no combate às possíveis doenças e à poluição, indiretamente. Seria uma oportunidade de “matar dois coelhos com uma cajadada só”? Sim, porque o conhecimento é a arma mais poderosa que existe na convivência humana.