Energia solar: uma fonte de energia limpa e renovável



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14 de Maio de 2019 - 21:00


O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais diversas do mundo, basta um pequeno comparativo e será, rapidamente, percebido o usufruto de fontes alternativas, além do uso, é claro, dos combustíveis fósseis. Isso possui uma explicação coerente a partir das mais emblemáticas crises do petróleo do século passado, quando o país precisou desenvolver fontes alternativas de geração de energia para não sofrer demasiadamente com a alta dos preços do barril do petróleo. A partir daí, desenvolveu-se mais a tecnologia para a geração de energia solar fotovoltaica, por exemplo.

Em 2017, o Brasil entrou no ranking de países geradores desse tipo de energia, encontrando-se em 10º lugar entre os que mais investem, sendo Minas Gerais o estado que mais gera energia a partir da luz solar, com pouco mais de 20% da produção nacional de acordo com a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). A tecnologia envolvida no processo é limpa e sua matéria prima é renovável, o que traz inúmeros benefícios aos usuários e ao meio ambiente, visto que diminui a demanda de energia elétrica diurna, barateando tal fornecimento aos que não possuem acesso à tecnologia fotovoltaica, além de não gerar qualquer substância tóxica ou cumulativa ao ambiente.

Em contrapartida, o limitante para o maior desenvolvimento dessa fonte alternativa de energia, é o preço ainda altíssimo para grande parte do orçamento das famílias brasileiras, variando entre 10 mil e 50 mil reais o investimento exigido pelo banco de financiamento de energia solar, associado à ABSOLAR. Esse investimento ainda é um importante fator a ser pensado, pois apesar de estar mais barato na atualidade, tal serviço ainda precisa de tempo para baratear e a estimativa da associação supracitada é de que, em 2019,  o país terá um aumento de 44% no aproveitamento de sua capacidade já instalada, o que pode iniciar o caminho de um futuro barateamento desse processo.

A fonte corresponde, hodiernamente, por cerca de 1% da capacidade instalada no país de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso ratifica o pouco aproveitamento de uma matéria prima abundante em território brasileiro, disponível em grande parte do ano, mas, em algumas ocasiões, desperdiçada. Por isso, são necessárias ações governamentais para que em um menor espaço de tempo, tal modalidade energética obtenha mais investimentos e torne-se mais acessível e  como fonte alternativa tanto no ambiente doméstico, quanto no industrial. Permitindo a redução da emissão de poluentes oriundos da queima de combustíveis fósseis para geração de energia no Brasil.

Ir em busca de soluções alternativas para zelar pela harmonia do ambiente que se vive, faz parte da cidadania de cada um e mesmo que o desenvolvimento tecnológico ainda não seja capaz de tornar acessível certos procedimentos que ajudariam na redução da emissão de poluentes gerados pelos seres humanos. A medida que a demanda energética aumenta, há sempre uma forma de harmonizar as ações e usos, neste caso cabe o racionamento e a economia de energia. Com certeza, o bolso e o meio ambiente agradecem. A posteriori, o avanço das pesquisas encarregar-se-á de permitir o uso da energia fotovoltaica associada com a energia hidrelétrica, desde as necessidades domésticas até as empresariais, isso sim é sustentabilidade, porém para que isso aconteça é preciso pensar de forma sustentável desde já.