Biodiversidade Amazônica: Vidas em extinção



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22 de Maio de 2019 - 22:45


Considerada a maior floresta tropical do mundo, a floresta amazônica é o habitat de uma das maiores biodiversidades do planeta e corresponde à mais da metade do total de florestas tropicais existentes. Localizada no norte da América do Sul, abrange grande parte dos estados do Amazonas, Acre, Pará, Roraima Amapá e Rondônia, além de se estender por outros países como Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a floresta amazônica abriga 4.221 espécies de animais e seus rios abrigam 85% das espécies de peixes presentes na América do Sul. Só no Rio Negro, por exemplo, foram catalogadas 450 espécies de peixes. A flora, por sua vez, não fica atrás em questão numérica, sendo mais de 2.500 espécies de árvores e 30 mil espécies de plantas já catalogadas.

Tanta riqueza não passa despercebida pela ambição humana. A floresta é alvo constante de desmatamento por causa da sua vasta diversidade de árvores com madeiras de boa qualidade. Segundo uma nota divulgada em novembro do ano passado pelos ministérios do Meio Ambiente e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, só entre 2017 e 2018 foram desmatados 7.900 km², o que representa um aumento de 13,7% em relação ao ano anterior (2016-2017). Segundo o portal de notícias G1, os estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas são os que apresentam a maior área de perda da floresta e o estado do Acre é onde o desmatamento mais cresceu, chegando a 82% em relação à análise de 2017.

A fauna, por outro lado, além de sofrer com o desmatamento, também é alvo de contrabandistas que capturam os animais para a venda no comércio ilegal. As aves são o principal alvo desse comércio que captura espécies, muitas vezes endêmicas, ou seja, só existem na região amazônica, e as submetem à uma péssima condição de transporte que, na maioria das vezes, resulta na morte do animal. De acordo com uma pesquisa publicada pela revista Science Advances, entre 1904 e 1969, cerca de 233 milhões de mamíferos e répteis selvagens de ao menos 20 espécies foram abatidos por causa de suas peles.

Os pesquisadores ainda apontaram que os períodos mais críticos foram entre 1930 e 1940 e durante a Segunda Guerra Mundial, onde milhares de colonos chegaram à floresta para a exploração da borracha. O habitat aquático foi o mais prejudicado, principalmente no período da indústria da moda em 1960 onde os répteis eram vastamente caçados, já o ambiente terrestre permaneceu imune em mais de 80% do seu território por causa da inacessibilidade da área. Durante as quatro décadas, dos anos 30 a 60, o comércio de animais da floresta amazônica movimentou cerca de US$ 500 milhões e esvaziou a maioria dos rios da região.

Sendo palco de uma das maiores biodiversidades do planeta, a preservação da floresta amazônica é de extrema importância para o meio ambiente e a sociedade. Sua degradação afeta todo um ecossistema trazendo consequências para o planeta e seus habitantes, desde os animais, que dependem diretamente da floresta, até o ser humano. Por isso é de extrema importância lutar pela preservação, não só das espécies existentes na fauna amazônica, mas também da sua vasta flora.