Plástico: da origem à reciclagem.



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27 de março de 2019 - 8:00


O plástico é um dos produtos mais consumidos atualmente, e com o maior potencial de reciclagem. Do grego “plastikos”, significa “que pode ser moldado”, está duramente presente no nosso dia-a-dia e representa praticidade, acessibilidade e baixo custo. O plástico como conhecemos hoje teve sua origem em 1920, é derivado do petróleo e pertence ao grupo dos polímeros, porém, teve sua origem em 1860 com a descoberta do Nitrato de Celulose, pelo químico Alexandre Parkes.

Parkes apresentou sua descoberta na Exposição Internacional de Londres, evento que apresentava novidades da tecnologia, indústria e artes plásticas, em 1862. Ainda em 1862, o inventor norte-americano John Wesley Hyatt apresentou na cidade de Albany (Estados Unidos) a “celulose”, considerada o primeiro plástico como conhecemos atualmente, feita a partir da descoberta de Parkes.

Em 1936, surgiu na Alemanha o “poliestireno”, fabricado a partir do benzol e do etanol e tornou-se o material responsável por uma importante revolução na indústria do plástico. Em 1940 o plástico já se consolidava na rotina dos cidadãos, trazendo sua praticidade para o dia-a-dia das pessoas, substituindo diversos materiais como o vidro, metal, lã, couro, entre outros. Além disso, por ser um material de baixo custo, fez com que o plástico se tornasse popular e bastante acessível.
Após a sua popularização, começou a surgir diversos novos produtos e invenções que utilizavam o plástico como matéria prima, como os produtos descartáveis, brinquedos, eletrodomésticos, utensílios gerais e o nosso famoso PET (sigla para Polietileno Tereftalato).

Os plásticos são divididos segundo suas características de fusão, derretimento e reciclagem em termoplásticos, termorrígidos e elastômeros. Os termoplásticos são facilmente derretidos por altas temperaturas ou solventes químicos, são mais maleáveis e flexíveis, se tornando assim os mais populares na indústria da reciclagem. Já os termorrígidos são plásticos mais inflexíveis e resistem melhor à altas temperaturas. Os elastômeros são uma mistura dos dois já citados, também são plásticos que possuem uma maior resistência ao fogo, porém são mais flexíveis. Os plásticos que têm uma maior resistência ao fogo não podem ser reciclados de forma convencional, normalmente estes são moídos e misturados à matéria prima virgem para a fabricação de novos produtos.

Para realizar a reciclagem de plásticos, existem hoje diversos programas desenvolvidos por prefeituras, universidades, empresas, escolas, entre outros. Como são divididos em grupos diferentes, também existem diferentes formas de reciclagem para o plástico:
• RECICLAGEM ENERGÉTICA: o plástico é queimado, liberando um calor elevado que é aproveitado em forma de energia, porém, esta prática resulta em emissão de CO 2, que contribui para o agravamento do efeito estufa.
• RECICLAGEM QUÍMICA: o plástico sofre reações químicas, onde é transformado em outro tipo de plástico para sua utilização na indústria, como, por exemplo, a reciclagem de PET para a produção de resina de poliéster, usada na fabricação de fibras para a confecção de roupas.
• RECICLAGEM MECÂNICA: é a mais utilizada no Brasil e a mais barata também, além de manter uma boa qualidade do produto. Os plásticos são submetidos à processos físicos que podem dar origem e qualquer outro produto a partir do material obtido.

Apesar da praticidade que o plástico proporciona à vida humana, este material requer centenas de anos para completar o processo de decomposição e é considerado um dos maiores poluidores para meio ambiente. A principal solução é frear o consumo desnecessário do material e optar por alternativas mais sustentáveis, como o papel.