Coleta seletiva no estado do Pará


Você quer, você pode!

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28 de janeiro de 2019 - 1:15

Os cidadãos interessados em reciclar, muitas vezes, encaram dificuldades para executar a coleta seletiva em Belém, pois o governo não possui um projeto que assista essa prática governamental, sendo que um simples plano de estruturação e de regulamentação de muitos catadores, contando com o incentivo à coleta seletiva bem executada pela população, iria acessibilizar o serviço e coletas em prol da sustentabilidade. Além disso, na cidade, não há empresas que reciclam diretamente os resíduos sólidos, elas somente coletam e repassam às responsáveis pelo fim do produto em outros estados, é o caso da Riopel responsável pelo recolhimento de papel, no bairro do Maracangalha e da Rede Recicla Pará que coleta embalagens longa vida e plásticos, localizada no Jaderlândia. O resultado de todo esse descaso é o fim do lixo doméstico orgânico e reciclável em lixões a céu aberto, mesmo após a Lei de nº 12305/10, Política Nacional de Resíduos Sólidos, que os proibiu de existirem há pouco mais de um ano.

Ainda que diante de todas essas limitações para a prática sustentável, na capital paraense, é possível investir em projetos pequenos de civis e em projetos, como é o EcoCelpa, que atende a cinco cidades do estado (Belém, Castanhal, Altamira, Santarém e Marabá), consiste no recebimento de papel, de plástico e de metal coletados pelos moradores os quais ganham descontos na conta de energia proporcionais ao peso do material coletado. Além disso, esse bônus descontado, na conta de energia, pode ser doado a uma instituição filantrópica para que ela receba o respectivo desconto. Essa iniciativa ajuda tanto a consciência coletiva, quanto os demais envolvidos na ação. Existem, pelo menos, oito postos de recebimento do material somente na Grande Belém. A localização desses pontos está disponível na imagem abaixo.

Pontos de coleta de materiais recicláveis da rede Celpa


O investimento dos cofres públicos na coleta seletiva nos bairros da cidade , para o panorama de 2017 da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos (Abrelpe), seria, suficientemente, sustentado por pouco mais de 10 reais por cidadão e esse dinheiro atenderia indireta e diretamente em mais de um setor social, promovendo a consciência ambiental, o destino adequado do lixo, a seguridade financeira de algumas famílias e uma possível redução do quantitativo de lixo despejado pelas ruas da cidade, em lugares inadequados , poluindo as caixas de esgoto, os canais e a paisagem restante.

A conscientização ambiental da sociedade é um reflexo do progresso social e contribui para a educação e para a saúde da população, o que pode interferir, até mesmo, no Índice de Desenvolvimento Humano do país, pois esse indicador social depende da longevidade da população a qual pode ser afetada diretamente pela poluição, como o Leste Europeu (região de menor IDH da Europa) que possuiu indústria pesada por longos anos e em 2012, segundo a Organização Mundial de Saúde, teve 120 em cada 100 mil habitantes mortos devido à poluição. Belém pode e deve imitar Curitiba, a cidade brasileira com a melhor proporção de coleta seletiva em relação ao lixo produzido, pois cerca de 70% dos resíduos é reciclado, de acordo com a ONG Pensamento Verde, basta que um planejamento seja seguido e para encorajar essa atitude há o Programa Cidades Sustentáveis que disponibiliza estratégias e exemplos de cidades nacionais e internacionais as quais se tornaram sustentáveis, após uma inicial coleta seletiva ou outras ações. Todavia, para começar a ser sustentável ou colaborar para isso, a iniciativa não deve ser somente governamental, começa por você, começa por mim, começa por nós e por eles, é preciso persistir, em nome das futuras gerações.